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SOMOS TODOS X-MEN

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    Antes de tudo, por que cada vez mais super-heróis ganham legiões de fãs? Um conteúdo que era direcionado para os jovens, denominados nerds/geeks, está fazendo parte do cotidiano da grande massa que consome cultura pop. A resposta é que os quadrinhos refletem a nossa sociedade. Sendo assim, refletem quem nós somos, nossos objetivos e lutas. Os X-Men sempre foram um dos meus times de heróis preferidos, cada um tinha seu poder, seu estilo próprio. É sobre eles esse ensaio, e também sobre a forma que eles nos representam.     OS DOIS LADOS DA MOEDA     Todos sabemos o contexto em que os EUA se encontrava no período em que Stan Lee e Jack Kirby criaram os filhos do átomo: segregação racial, luta por direitos civis, movimentos negros etc. Por isso, um dos principais objetivos da hq era representar a luta contra o preconceito. Mas vamos avançar no tempo e chegar a fase Claremont dos quadrinhos, quando a personalidade de alguns personagens são mais bem definida...

O POEMA SOBRE AMOR E CHUVA EM KOTONOHA NO NIWA

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        Pra quem já assiste animes há um bom tempo, já deve ter ouvido falar de Makoto Shinkai . O diretor por trás do grande sucesso de bilheteria Your Name . Um dos seus filmes mais interessantes é O Jardim das Palavras , um filme menor que conta a história de um estudante que tem o sonho de tornar-se sapateiro, e de uma professora que ele acaba conhecendo.     Durante o filme, um grande elemento que envolve os protagonistas é a chuva. Poderíamos considera-la uma personagem, devido a influencia que ela exerce no enredo. E ainda no início do filme, a personagem da professora recita parte de um poema japonês  —  que é o assunto deste post  — muito bonito, que também envolve a chuva. Esse poema, do gênero Tanka (não vou explicar o que significa, vai levar um tempo, e no final não vai muito em conta porque a tradução não mantém a métrica e construção do original em japonês), está presente no   Man'yōshū , a mais antiga coleção de poe...

O PEQUENO PRÍNCIPE

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     Imagino que todo mundo já deve ter lido ou ouvido falar d'O Pequeno Príncipe. Livro escrito pelo piloto francês Antoine de Saint-Exupéry. A história de um piloto que, no meio do deserto do Saara, encontra uma figura intrigante: Um principezinho de outro planeta pedindo-lhe que desenhasse um carneiro.  — Nesse post também irei comentar sobre a adaptação em anime, pela qual conheci o personagem.     Recheado de ensinamentos e reflexões sobre as pessoas, a infância, a vida adulta, e o mundo, o livro nos embarca em uma jornada para reencontrar o eu criança que vive em nosso coração. A pureza, bondade, simplicidade e curiosidade características das crianças. Pois o principezinho está sempre a perguntar e querer saber o "por quê" das coisas. Ele também aprende coisas novas em suas jornada.     Ele conhece a natureza das pessoas grandes, adultas, presente em personagens como o Rei, o Vaidoso, o Bêbado, o Empresário, o Acendedor de Lampiões, e o Geóg...

OUTROS JEITOS DE USAR A BOCA

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     Até então, eu nunca havia lido um livro de poesia. Nunca tinha entendido direito o significado de poesia, o poder que ela tem. Então quando me dei conta de que precisava ler um, eu pesquisei na internet quais os mais interessantes. Foi assim que achei o livro de Rupi Kaur . E também foi assim que comecei a ler poesia  — é algo que quando você começa a ler não consegue parar.     Rupi Kaur é uma poeta e artista canadense, nascida na Índia. É hoje um dos principais nomes na poesia, após ter lançado seu primeiro livro, bestseller, " Milk and Honey " (" Outros Jeitos de Usar a Boca ", aqui no Brasil pela editora Planeta) inicialmente de maneira independente. ───────•••───────     O livro é dividido em quatro partes: A Dor, o Amor, a Ruptura e a Cura. A primeira parte, a  Dor , conta e reflete sobre as dificuldades, os abusos e as dores que são impostas às mulheres, pelo simples fato de serem mulheres. Situações que acabam sendo comuns às pes...

OS SINGELOS E PROFUNDOS MANGÁS DE SUMOMO YUMEKA

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The Voices of a Distant Star      Mais conhecida no Brasil por sua adaptação em mangá do anime Hoshi no Koe, The Voices of a Distant Star (publicada pela Panini), Sumomo Yumeka (ou Mizu Sahara) é uma mangaká japonesa nascida em 1977 (de acordo com a Wikipédia). Além da já citada obra, seus principais mangás são: Same Cell Organism (2001, antologia Shounen Ai), The Day I Became a Butterfly (2007, antologia), My Girl (2010).   Chou ni naru hi     E qual é a importância dessa artista e de seus mangás? Bem, começando com os temas, uma grande parte deles são Shounen Ai. O que significa que são sobre, ou ocorre entre os personagens, um romance gay. Até os anos 2000, ainda não existiam obras que tratavam o tema com realismo e sem estereótipos. Em Same Cell Organism, ou Dousabou Seibutsu, temos algumas histórias curtas, que não tem uma grande plot. Apenas  histórias curtas envolvendo estudantes apaixonados, de uma forma singela, lidando com o amor. Ou em ...