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BARBA AZUL

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  art by Gustave Dore  Também de Charles Perrault, Barba Azul conta a história de um sujeito muito rico, mas que não conseguia casar-se por ter barba azul e assustar as moças. E ninguém sabia o paradeiro das antigas esposas dele. Numa dessas vezes, pediu a mão de uma das duas belas filhas de um dama que vivia na região. As moças negaram mas, após o sujeito convida-las para festa em sua casa de campo, uma delas acabou achando-o um homem bom. Após o casamento, eles vão viver juntos em seu palácio. Após algum tempo, Barba Azul precisou sair para resolver negócios em outras províncias, e deixou a esposa na administração da casa. Deu-lhe as chaves das salas e quartos. Somente um ela foi proibida de abrir por Barba Azul, sob pena de sofrer de sua ira!  Durante um festa, enquanto seu marido ainda estava fora, a moça mostrou aos visitantes as incríveis salas e espaços do belo palácio. Porém, por dentro, ela não aguentava de curiosidade para descobrir o que havia na sala proibida....

CHAPEUZINHO VERMELHO

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  Nessa mesma lida, na faculdade, também li a versão original da Chapeuzinho Vermelho de Charles Perrault. Eu meio que já conhecia um pouco dessa versão. A que não tem um final feliz. A gente tá acostumado com aquela versão em que o caçador aparece e salva a vovó e a chapeuzinho (a versão dos Grimm). E de todos os contos, imagino que Chapeuzinho seja o mais famoso, o porque vou explicar. Repare que nessa arte de Walter Crane, o Lobo se veste de pele de ovelha (uma metáfora a seu ato de fingir-se de manso).  O conto de Charles tinha como objetivo, claramente, advertir as crianças ao saírem sozinhas. Para instrui-las a não falar com estranhos, ainda mais que no tempo em que foi escrito ainda existiam muitas florestas. E ele permanece até hoje bastante famoso porque ainda é preciso instigar às crianças a necessidade de tomar cuidado ao saírem sozinhas e ao encontrar pessoas que não conhecem. Aqui no Brasil a gente não tem lobo, de fato, em nossa fauna, mas na Europa ele...

AS DOZE PRINCESAS BAILARINAS

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  Um dia desses estava na faculdade, enquanto não tinha nenhuma atividade pra fazer naquele momento, fazia uma ventania gostosa e decidi ler o Conto de Fadas Originais da editora Wish. Entre os contos estava o das Doze Princesas Bailarinas. Acho que todo mundo deve conhecer a história através do filme da Barbie:     A história das princesas que dançando em seu quarto chegam a um lugar mágico, onde podem dançar durante a noite toda. A vilã é a tia delas, que está envenenando seu pai para roubar seu trono. art by helen stratton  No conto dos irmãos Grimm, as princesas também dançam e chegam numa terra mágica onde também dançam a noite toda. A diferença aqui está no fato de que as PRINCESAS são as vilãs no conto. Isso porque não havia uma tia má e o pai delas ofereceu a mão de uma de suas filhas àquele que descobrisse onde as princesas gastavam suas sapatilhas à noite. Mas se o pretendente não descobrisse ao prazo de três dias, ele seria morto. O que acontecia era que a...

SOMOS TODOS X-MEN

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    Antes de tudo, por que cada vez mais super-heróis ganham legiões de fãs? Um conteúdo que era direcionado para os jovens, denominados nerds/geeks, está fazendo parte do cotidiano da grande massa que consome cultura pop. A resposta é que os quadrinhos refletem a nossa sociedade. Sendo assim, refletem quem nós somos, nossos objetivos e lutas. Os X-Men sempre foram um dos meus times de heróis preferidos, cada um tinha seu poder, seu estilo próprio. É sobre eles esse ensaio, e também sobre a forma que eles nos representam.     OS DOIS LADOS DA MOEDA     Todos sabemos o contexto em que os EUA se encontrava no período em que Stan Lee e Jack Kirby criaram os filhos do átomo: segregação racial, luta por direitos civis, movimentos negros etc. Por isso, um dos principais objetivos da hq era representar a luta contra o preconceito. Mas vamos avançar no tempo e chegar a fase Claremont dos quadrinhos, quando a personalidade de alguns personagens são mais bem definida...

O POEMA SOBRE AMOR E CHUVA EM KOTONOHA NO NIWA

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        Pra quem já assiste animes há um bom tempo, já deve ter ouvido falar de Makoto Shinkai . O diretor por trás do grande sucesso de bilheteria Your Name . Um dos seus filmes mais interessantes é O Jardim das Palavras , um filme menor que conta a história de um estudante que tem o sonho de tornar-se sapateiro, e de uma professora que ele acaba conhecendo.     Durante o filme, um grande elemento que envolve os protagonistas é a chuva. Poderíamos considera-la uma personagem, devido a influencia que ela exerce no enredo. E ainda no início do filme, a personagem da professora recita parte de um poema japonês  —  que é o assunto deste post  — muito bonito, que também envolve a chuva. Esse poema, do gênero Tanka (não vou explicar o que significa, vai levar um tempo, e no final não vai muito em conta porque a tradução não mantém a métrica e construção do original em japonês), está presente no   Man'yōshū , a mais antiga coleção de poe...

O PEQUENO PRÍNCIPE

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     Imagino que todo mundo já deve ter lido ou ouvido falar d'O Pequeno Príncipe. Livro escrito pelo piloto francês Antoine de Saint-Exupéry. A história de um piloto que, no meio do deserto do Saara, encontra uma figura intrigante: Um principezinho de outro planeta pedindo-lhe que desenhasse um carneiro.  — Nesse post também irei comentar sobre a adaptação em anime, pela qual conheci o personagem.     Recheado de ensinamentos e reflexões sobre as pessoas, a infância, a vida adulta, e o mundo, o livro nos embarca em uma jornada para reencontrar o eu criança que vive em nosso coração. A pureza, bondade, simplicidade e curiosidade características das crianças. Pois o principezinho está sempre a perguntar e querer saber o "por quê" das coisas. Ele também aprende coisas novas em suas jornada.     Ele conhece a natureza das pessoas grandes, adultas, presente em personagens como o Rei, o Vaidoso, o Bêbado, o Empresário, o Acendedor de Lampiões, e o Geóg...

OUTROS JEITOS DE USAR A BOCA

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     Até então, eu nunca havia lido um livro de poesia. Nunca tinha entendido direito o significado de poesia, o poder que ela tem. Então quando me dei conta de que precisava ler um, eu pesquisei na internet quais os mais interessantes. Foi assim que achei o livro de Rupi Kaur . E também foi assim que comecei a ler poesia  — é algo que quando você começa a ler não consegue parar.     Rupi Kaur é uma poeta e artista canadense, nascida na Índia. É hoje um dos principais nomes na poesia, após ter lançado seu primeiro livro, bestseller, " Milk and Honey " (" Outros Jeitos de Usar a Boca ", aqui no Brasil pela editora Planeta) inicialmente de maneira independente. ───────•••───────     O livro é dividido em quatro partes: A Dor, o Amor, a Ruptura e a Cura. A primeira parte, a  Dor , conta e reflete sobre as dificuldades, os abusos e as dores que são impostas às mulheres, pelo simples fato de serem mulheres. Situações que acabam sendo comuns às pes...